Esse sou eu, THOMAZ, e eu não gosto de falar muito de mim mesmo. Tenho 17 e passei pro terceiro colegial agora, esperando que as gurias do terceiro fossem tão gostosas quanto eu me lembrava quando tava na oitava série. FAIL. Fumo bastante sim, e também sou bastante ansioso, acho que uma coisa une a outra. Meus pais não se importam porque fumam tanto ou mais que eu, então o cheiro não incomoda. Sem contar que eles tão sempre mais ocupados discutindo sobre qualquer coisa. Foda-se.
Daí tem o Matheus, MATT, meu melhor amigo desde que eu me lembro. Na verdade nunca entendi porque ficamos amigos, a gente não tem nada a ver. Pra falar a verdade, acho que eu e o Fred somos os únicos amigos que ele tem. Ele tipo não fala com garotas. Só o necessário. Ele mal fala comigo também, mas nos damos bem. Queria saber o que se passa na porra da cabeça maluca dele na maior parte do tempo, enquanto ele tá quieto olhando pro nada com esses óculos de viado hype haha. Apesar dos apesares, amo esse filha da puta do caralho.
FRED: Taí um cara pra se conhecer, nem que seja pra ter alguém como mal exemplo, pra tu nunca agir igual. Tá entre os maiores filhos da puta que eu conheço, mas os três mosqueteiros não seriam os mesmos sem ele, mesmo porque aí seríamos dois mosqueteiros. Enfim. Conheci o Fred há uns 2 anos, quando ele ainda andava com uns babacas que já se formaram e gostam de vir na saída da escola pegar as menininhas. Foi numa roda de maconha qualquer em que ele me safou quando a polícia apareceu pra dar um enquandro. Ainda assim, há muito o que se aprender com ele, principalmente porque não conheço ninguém que tenha pegado mais gurias do colégio e do mundo que ele. Acho que elas gostam de um cara errado.
Por que os garotos só pensam naquilo?! é uma Web Novela de três garotos maconheiros, skatistas, matadores de aula, vagabundos, amigos e acima de tudo mal exemplo pro teu filho. Mas existe um porém por trás disso tudo, tem que ser sempre os três. Fiquem ligados na Web Novela, é divertida, dá para passar o tempo e não deixa de ser quase um livro. Sua mãe vai ficar orgulhosa. -q
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Sinta-se bela, Anabella.
Sua maquiagem estava impecável como sempre. O seu batom rosa era ofuscante na sua pele pálida. Ela comeu, se arrumou, ajeitou seu cabelo e saiu de casa. Era sempre isso, e ela estava cansada de tão monótono que era aquilo tudo. Ela ficava indignada com a frieza das pessoas de não se olharem e nem desejarem um "Bom dia!", eram todos frios como as paredes pintadas de Branco Gelo. Ela não se impressionava mais com as pessoas competindo, nem com a compra de cargo. Ela se matava de trabalhar naquele escritório para depois... Ah, não ser reconhecida. Ela também suplicava para as pessoas dizerem que há pertencia numa noite qualquer.
Ela queria ver como era o mundo, e os sentimentos de verdade.
Ela precisava aprender a voar.
Enquanto voltava para casa começou a chover, ela foi andando só por vontade. Naquele dia ela estava entediada de ficar na marquize e queria ir na chuva. Sentiu cada gota escorrer pela sua pele cor de neve. Ela gostava de como o som do seu salto quando batia no asfalto era ensurdecedor, para outras pessoas, claro. Ela não tomou o seu capuccino de rotina, o garçom até que sentiu a sua falta. Ela não foi tomar o famoso chopp das sextas-feiras, os colegas bem que tentaram. Naquela noite, as tão amadas avenidas de São Paulo estavam pequenas demais para a vontade dela. Os seus olhos estavam negros como o céu, ela estava como um predador a procura da sua presa. Mas ali, na selva de pedra ela não sabia quem atacar. Ela andava cada vez mais rápido, não queria multidões, nem falsidade pairando no ar. Ela queria se trancar no seu apartamento, ver um cigarro se queimando e o conhaque no copo.
E foi assim que ela fez, trancando a porta de seu apartamento e ligando a vitrola. Ela estava empoeirada, porque digamos, ela não tinha tempo. E escolher o vinil era a sua parte preferida. Elvis Costello, era o que ela iria ouvir. Se serviu do seu melhor conhaque e se dirigiu ao porta-cigarros vermelho vivo, que era companheiro de todos os dias de angústia. Um copo de conhaque, um cigarro na sua mão e o cinzeiro. Era o que ela tinha apoiado no para-peito de sua janela. Ela morava na Avenida Paulista, onde dava para ver carros indo e vindo, e de madrugada... Histórias tendo mais um capítulo que seria apagado com cinzas e alcóol. Deus, por que criastes as pessoas tão frias? Anabella era bela porque sabia rezar. Mas incrédula ela desacreditou. Sua vida não seria feita de pequenos casos, com desculpas de ter que acordar cedo para não adormecer em camas estranhas se alguém cuidasse dela. Ele.
No seu quinto copo de conhaque, ela se debruçava-se para ver a rua, as vidas, as pessoas e os sentimentos. Depois disso aqui, eu posso conhecer algo maior? Quanto tempo leva? Dói muito? Coragem menina, é tão fácil de descobrir. Ana... Nessas horas se deve esquecer o Bella... Se viu de braços abertos, chorando incessantemente e sentindo o vento a acolher. Um borrão, na sua maquiagem que fazia dela indestritível se fez. Naquela noite Anabella aprendeu a voar, mas ela desacreditou. Não era mais tão Bella assim. O chão ficou marcado com a sua queda, o seu cigarro ainda estava pela metade e faltou um ou dois copos para sua garrafa de conhaque acabar e ela nem ouviu o vinil de seu ídolo por inteiro. Ela quis assim. Não ouve lágrimas de outras pessoas, ela apenas tirou a dúvida que mais a intrigava no mundo todo. Ela conheceu novos sentimentos em questão de minutos, lembrou de coisas que jamais acharia que lembraria. Até do menino da 2° série que sentava há duas carteiras depois da dela.
Anabella aprendeu a voar. Aprendeu a se amar. Aprendeu a descobrir. Viver.
Produções Francesas
O cinema Francês é um dos mais dinâmicos em termos de público, pelo número de filmes e das receitas de suas produções. O cinema Francês para alguns seria "cult" demais, e então deixaram-se levar. Mas isso foi até que uma motivação, vejamos pelas incríveis produções. As produções Francesas dificilmente chegam ao Brasil, indo neste caminho, vou apresentar-lhes alguns grande filmes Franceses.
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Hiroshima, meu amor
Hiroshima, 1959. Uma atriz francesa casada (Emmanuelle Riva) veio de Paris para trabalhar num filme sobre a paz. Ela tem um affair com um arquiteto japonês (Eiji Okada) também casado, cuja esposa está viajando. Nos dois dias que passam juntos várias lembranças vêem à tona enquanto esperam, de forma aflita, a hora da partida dela. Ela conta que foi "tosquiada", pois se apaixonou por um alemão (Bernard Fresson) quando tinha apenas 18 anos e morava em Nevers, sendo libertada no dia em que seu amor foi morto, já no final da 2ª Guerra Mundial. Por ter amado um inimigo ela foi aprisionada por sua família numa fria e escura adega e agora, 14 anos depois, novamente sente o gosto de viver um amor quase impossível.
As Damas do bois de Boulogne
Desejando vingar-se do abandono do amante Jean, Hélene (Maria Casarès), uma dama da alta sociedade, pede a uma dançarina de cabaret que seduza-o. Só que a vingança acabará se transformando num escandaloso romance. Um filme de gestos, de olhares, em que a emoção aflora sob a pureza das imagens. Neste terceiro filme de Robert Bresson ("Um Condenado à Morte Escapou" e "Pickpocket"), vemos uma nova dramaturgia distinta do que chamavam de "teatro filmado". Bresson, de formação pictória, visou usar os meios cinematográficos para exprimir a interioridade de um sentimento.
Espero que seja útil. O cinema Francês tem um leque de variedades tão grande! Se torne fã, porque isso sim é arte.
Rotina.
Dormir, acordar, café, brigas, comer, estudar, cantar, brigas, chá, telefonemas, mais chá, criar um blog, quase explodir, chá um pouco mais.
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